'Linea Rubra': Operação mira crime organizado e prende 5 pessoas no interior de SP
11/03/2026
(Foto: Reprodução) Operação Linea Rubra prende cinco pessoas em Rio Claro e bloqueia R$ 33 milhões
A Polícia Civil de Rio Claro (SP) realiza nesta quarta-feira (11) uma operação contra o crime organizado e lavagem de dinheiro.
A operação “Linea Rubra” tem como objetivo frear o avanço da organização criminosa Comando Vermelho no interior de São Paulo e desarticular suas estruturas logística, financeira e operacional.
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A ação, que começou por volta das 5h30, ocorre em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Piracicaba, com apoio da Polícia Civil de Minas Gerais e da da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo. A investigação começou há mais de oito meses.
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Com a participação de 120 policiais e 41 viaturas, a operação cumpre 29 mandados de busca e apreensão e 19 mandados de prisão preventiva. O helicóptero Pelicano, da Polícia Civil, também é utilizado na ação.
Cinco pessoas foram presas durante as ações desta quarta-feira. As prisões ocorreram em Ribeirão Preto, Indaiatuba , Rio Claro e São Carlos.
Também foram decretadas medidas de sequestro de bens, abrangendo 12 imóveis já identificados, além de outros ainda em fase de bloqueio, R$ 33,6 milhões em valores mantidos em contas bancárias e 103 veículos individualizados, havendo ainda outros veículos em processo de bloqueio.
"Mais do que efetuar prisões, o principal objetivo da operação é atingir o patrimônio da organização criminosa. A polícia trabalha para sequestrar bens utilizados na lavagem de dinheiro, como veículos, imóveis, além de celulares e outros materiais que possam ajudar nas investigações", disse o delegado seccional de Rio Claro, Paulo Hadich.
Investigação
A operação ocorre em meio ao aumento da criminalidade violenta na região, impulsionado por disputas territoriais entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e um grupo rival. Essa organização havia sido desarticulada em 2023, mas voltou a se reorganizar sob uma nova liderança.
Segundo as investigações, o comando passou a ser exercido por Leonardo Felipe Panono Scupin Calixto. Conhecido pelo apelido de Bode, ele teria se aliado ao Comando Vermelho (CV) e passou a atuar como uma das lideranças da facção no interior de São Paulo.
Atualmente, Calixto e seu braço-direito são considerados foragidos. A suspeita é de que estejam escondidos em comunidades do Rio de Janeiro dominadas pela facção fluminense.
Ainda de acordo com a investigação, Calixto seria responsável por coordenar a produção e distribuição de drogas em larga escala, além de controlar movimentações financeiras milionárias e autorizar execuções de rivais como estratégia para ampliar o domínio do grupo.
O esquema criminoso utilizaria um modus operandi considerado profissionalizado, com o uso de “carros-cofre” com fundos falsos para o transporte de drogas e outros ilícitos. Para ocultar os ganhos ilegais, o grupo também recorreria a empresas de fachada e a pessoas usadas como “laranjas” em operações de lavagem de dinheiro.
As apurações apontam ainda para uma movimentação financeira elevada. Em menos de um mês, foram identificadas transações que ultrapassam R$ 1,19 milhão.
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Polícia Civil faz operação contra o crime organizado e lavagem de dinheiro em Rio Claro
Reprodução/EPTV
Balanço parcial da operação
O delegado Paulo Hadich, explicou que a operação realizada nesta quarta-feira é resultado de uma investigação longa da corporação e que ainda deve continuar ao longo do dia.
Segundo ele, o trabalho começou após a polícia perceber padrões semelhantes em homicídios registrados na cidade, ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), e a um grupo associado ao Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro.
"É uma investigação de muito tempo da Polícia Civil, a partir dos homicídios que aconteciam aqui na cidade percebemos comportamento comum ligados ao PCC e outro grupo ligado ao CV. A partir disso, descobrimos associação para fins de tráfico e lavagem de dinheiro", informou.
A operação ocorre simultaneamente em vários municípios e também fora do estado de São Paulo. Em Minas Gerais, por exemplo, há diligências em andamento. Segundo Haddich, todo o dia será dedicado ao cumprimento das ações planejadas.
O delegado destacou que, mesmo quando criminosos tentam apagar rastros, a polícia conta com mecanismos de investigação que permitem identificar movimentações suspeitas, muitas vezes a partir de extratos bancários e análises financeiras.
Haddich ressaltou que esta é apenas a primeira fase da operação e que novos desdobramentos são esperados. Segundo ele, a investigação deve avançar para identificar outras pessoas envolvidas e possíveis novos crimes relacionados ao grupo.
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